Política, redes sociais e aquele amigo que sabe fazer tudo.

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Neste momento, escrever alguma coisa sobre a crise política e seu desenrolar nas redes sociais parece precipitado, já que ultimamente as notícias sobre o tema surgem de forma rápida. Longe de querer levar este post para a direita ou para a esquerda, a ideia é levar a reflexão e sublinhar o que achamos importante nisso tudo: os políticos sabem aproveitar as redes?


Olhando daqui, como profissionais da área, vemos o uso mais amadurecido, por vezes corajoso, por parte de alguns políticos. Lembramos do pedido de desculpas do Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, algumas colocações da Presidenta Dilma como essa e essa, e o vídeo opinativo do deputado Marcelo Freixo. Não vamos julgar as estratégias adotadas, mas elas são alguns exemplos e nos contextualizam. Na era das redes sociais, o público esperará do político um posicionamento equivalente ao imediatismo e velocidade das redes. A personalidade política tem que entrar de forma organizada e profissional - será o mínimo.


Nosso olhar mais experiente nos faz diferir a performance amadora da profissional nas postagens. Num geral, ainda se leva o tom jornalístico, puramente informativo, para as redes sociais, esfriando a relação com o público e, outras vezes, dando um tom publicitário, se faz uma autopromoção que pouco convence e muito constrange. Temos que pensar nas redes não como modismo, mas como opção ao diálogo com os eleitores.


Para finalizar, separamos um conselho de Sheryl Sandberg, executiva do Facebook, "Ser ‘social’ significa que, se você quer falar comigo, você tem, do mesmo modo, que me escutar. Um monte de marcas querem ser ‘sociais’, mas elas não querem ouvir, porque muito do que estão ouvindo não é pura e simplesmente do seu gosto e, assim como nas relações no mundo off-line, interagir com seus clientes ou seus leitores de uma forma transparente e autêntica não é de todo agradável e luminoso. Então simplesmente emitir um comunicado dizendo que você está empenhado em ouvir não é a mesma coisa que ouvir. E como em qualquer relacionamento humano, há um lado obscuro para a intimidade”.

As redes são um meio e não um fim. Com profissionalismo e qualidade nas mensagens, é possível manter relacionamentos online saudáveis e vitoriosos no offline.

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